quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

ORIGENS









ORIGENS



Gameleira

 

foto: www.papeisdeparedehd.com


 
A gameleira (Ficus doliaria) é um árvore de grande porte da família das moráceas, do gênero Ficus, com madeira utilizada para a confecção de gamelas e objetos domésticos.
Nativa em todo o Brasil, pode atingir entre 10 e 20 metros de altura. Suas raízes se espalham, formando uma base característica da espécie. Seus frutos são pequenos, redondos, macios e verdes. Suas sementes são pequenas, parecidas com as de figo




Pau dos Ferros/RN
 

          Foram indígenas da tribo dos Cariris ou Panatis, emigrados da Paraíba, os primitivos habitantes de Pau dos Ferros. As incursões iniciais de civilizados, através do território onde atualmente se localiza o Município, teriam ocorrido em fins do século XVII, no rumo sul-norte, pelas ribeiras dos rios Piranhas e Apodi. Esta suposição se deve ao fato de terem sido feitas em princípios do século seguinte as primeiras concessões de datas. Em 1733, foram concedidas sesmarias na região a Luís da Rocha Pita Deusdará Simão de Fonseca e Dona Maria Joana, herdeiros do coronel Antônio da Rocha Pita, radicado na Bahia e senhor de grandes áreas no Ceará e Rio Grande do Norte. Os concessionários, ao requererem posse das terras, frisavam em suas petições o destino que Ihes seria dado: a criação do gado. Foi a pecuária, com efeito, importante fator de fixação de grupos humanos no território, constituindo, ao mesmo tempo, a base em que se processaria a evolução econômica da zona.
           Naquele mesmo ano, Francisco Marçal foi incumbido de fundar uma fazenda de criação de gado. E tão bem se houve na empreitada que em pouco tempo, com o crescimento da propriedade também se desenvolveu o núcleo populacional (já em 1738 contava com uma capela).
              A origem do topônimo Pau dos Ferros assim é explicada por Luís da Câmara Cascudo, com apoio na tradição oral sertaneja: os vaqueiros que transitavam pela zona e tinham por hábito repousar à sombra das frondosas oiticicas, que se erguiam à beira de pequena lagoa, gravavam no tronco de uma delas, com ferro em brasa, as marcas das respectivas fazendas, a fim de torná-las conhecidas,facilitando assim a identificação das reses tresmalhadas. A árvore ficou conhecida como Pau dos Ferros, nome que se estendeu à fazenda e, posteriormente, à freguesia e ao Município. O "pau-dos-ferros", comum a várias zonas pastoris, - acentua aquele escritor - constitui uma das mais curiosas instituições solidaristas do Nordeste.
fonte: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riograndedonorte/paudosferros.pdf




1944


        Naquele ano nasceram o cineasta norte-americano George Lucas, autor da clássica trilogia Guerra nas Estrelas e filmes como Indiana Jones; o mexicano Carlos Villagrán, o “Quico” do seriado Chaves e o brasileiro Chico Buarque de Holanda, um dos maiores compositores da nossa música, além de Carlos Alberto torres, o “capitão do tri”e o ambientalista e seringueiro Chico Mendes.
           No futebol do rio Grande do Norte o ABC F.C. ganhava o seu 18º título estadual.
           Em um sábado do mês de maio, dia 27, dia de Santo Agostinho de Cantuária e Santo Eutrópio, nasceu o menino Francisco Gameleira Sobrinho, filho de Pedro Gameleira do Rêgo e Guiomar Lopes de Queiroz.


* A papinha no dedo mindinho



            Quando meu avô Pedro vinha de Pau dos Ferros passar uns dias em Natal(geralmente no período que ia do Natal ao Dia de Reis) e era dia de dormir lá em casa, a cama por ele ocupada era vizinha à minha, no meu quarto. Então, após o jantar e as sessões de jogos de baralho(especialidade dele) chegava a hora de recolher-se ao quarto. Enquanto o sono não vinha, eu ligava o aparelho de som com algumas músicas em volume baixo e, com esse fundo musical, seu Pedro ia contando várias estórias do seu tempo de rapaz. Certa vez  me contou detalhadamente como tinha sido o dia em que nasceu seu filho Francisco Gameleira Sobrinho. Disse que no dia em que ele nasceu, deu com a ponta do dedo mindinho a primeira papinha do bebê, cujo nome era em homenagem ao “Tio Chico”- Francisco Gameleira - e tantas outras coisas que me faziam imaginar como era a imagem de meu pai quando  criança e, claro, pegar no sono.
 

         
 



 

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